O Sindicato dos Guardas Civis Municipais de Alagoas (Sindguarda-AL) alerta a categoria sobre a atuação de golpistas que estão se passando pela assessoria jurídica da entidade e pelo advogado Dr. Rodrigo Delgado para aplicar fraudes e obter dinheiro de forma indevida.
A prática faz parte do chamado “golpe do falso advogado”, que tem crescido em todo o Brasil. Nesse tipo de crime, os estelionatários utilizam informações reais — como nomes de advogados, dados de processos e até documentos com aparência oficial — para enganar as vítimas e criar uma falsa sensação de legitimidade.
Recentemente, foi identificado um novo método utilizado pelos criminosos: o pedido de compartilhamento da tela do aplicativo bancário, com o objetivo de acessar dados sensíveis e realizar transferências sem autorização.
Como o golpe funciona
De acordo com orientações da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), os golpistas costumam agir da seguinte forma:
- Entram em contato por telefone ou WhatsApp, se passando por advogados ou integrantes de escritórios jurídicos;
- Informam que a vítima tem valores a receber de processos judiciais;
- Enviam documentos falsos para dar aparência de veracidade;
- Solicitam pagamentos antecipados, alegando taxas, impostos ou custos para liberação dos valores;
- Em alguns casos, pedem acesso à tela do celular ou do aplicativo bancário.
Como se proteger
O Sindguarda-AL destaca algumas orientações importantes para evitar cair nesse tipo de golpe:
- Não compartilhe a tela do seu celular ou aplicativo bancário;
- Não realize pagamentos antecipados sem confirmação direta com seu advogado;
- Desconfie de contatos inesperados, principalmente com urgência para pagamento;
- Não forneça dados pessoais ou bancários por mensagens ou ligações;
- Busque sempre confirmar a informação por canais oficiais.
Em caso de suspeita
Caso receba esse tipo de abordagem, a orientação é:
- Entrar em contato imediatamente com o advogado de confiança ou com o sindicato;
- Registrar boletim de ocorrência;
- Guardar mensagens, áudios e documentos enviados, que podem servir como prova.
O Sindguarda-AL reforça que advogados não solicitam pagamentos via PIX ou depósitos para liberação de valores judiciais e orienta que todos os guardas municipais redobrem a atenção diante de qualquer contato suspeito.






